Produzido por Faour, Márcio Gomes canta Francisco Alves

Por Rodrigo Faour

Um CD relembrando o maior cantor da primeira metade do século XX, Francisco Alves (1888-1952). Assim é Márcio Gomes canta Francisco Alves, que acabo de produzir, com direção musical e arranjos do querido Alfredo Del-Penho. É um CD em que a Lapa de ontem e de hoje se encontram no vozeirão bem dosado deste jovem grande cantor. Na faixa Eu sonhei que tu estavas tão linda temos a participação do ícone Cauby Peixoto. O repertório traz as pérolas lançadas por Chico Viola, músicas como Nervos de aço, Canta Brasil, Boa noite amor e tanas canções que ficaram para a posteridade em nosso cancioneiro. É ouvir para crer…

Paula Faour e a música de Marcos Valle & Burt Bacharach

Por Rodrigo Faour

É um barato! Realmente é um barato criar uma idéia e vê-la pronta depois. Este é, efetivamente, o primeiro CD  inédito que eu produzo. E foi justamente da minha prima, a pianista de bossa-jazz Paula Faour. Ela precisava de um segundo CD que lhe abrisse portas, e eu achei interessante a idéia de misturar um compositor nacional e outro estrangeiro, que transitasse por um mesmo universo, no caso a música popular moderna e sofisticada.

O que ainda não foi dito sobre os “50 anos da bossa nova”: ela terminou, como movimento, há 40 anos

Por Rodrigo Faour

A MPB por ser tão diversa e inesgotável está sempre presente no noticiário e neste ano de 2008 só deu ela. Até um peão de obra que só ouve música sertaneja deve saber que comemoramos 50 anos da bossa nova, porque este foi, sem dúvida, o assunto musical do ano em tudo quanto foi jornal, rádio, TV e até cinema, pois houve até filme – “Os desafinados” – sobre o filão. Muito justo que num país em que sempre há queixas sobre a sua terrível falta de memória que se tenha feito uma ode a um estilo tão renovador de nosso cancioneiro, e por tabela uma boa homenagem ao nosso Rio de Janeiro, cidade sempre maravilhosa e tão sabotada por nossos governantes… Agora que já foi tão homenageada, vamos botar alguns pingos nos “is”, antes que o novo acordo ortográfico entre os países de língua portuguesa também nos retire esse delicioso prazer de pingar os is. Senão vejamos…

Quem tem medo do Créu?

Por Rodrigo Faour

Eu não tenho medo, já vou avisando. E nem adianta me olharem com essa cara, dando risinhos. Sabem por que? Porque isso não vai abalar os pilares da família brasileira, nem da cultura nacional, nem da MPB propriamente dita. Bizarrices como essa Dança do Créu não são novidades em nossa música. O que vem a ser? Simples! Um sujeito magrelo cantando com voz cavernosa e anunciando “uma nova dança” em cinco velocidades, cujo o refrão é sempre o mesmo: “créééu… créééu… créééu… créééu…”. A cada velocidade, o sujeito e suas dançarinas popozudas têm que tremer mais e mais o corpo. Pode ser pior? Pode ser melhor? Gente, isso é Brasil! Você pode imaginar a Dança do Créu na Dinamarca? Na China? No Chile? Pelo bem ou pelo mal, nosso país tem excesso de testosterona e adrenalina, e as mesmas vão singrando por todos os nossos orifícios em nosso ventilador hormonal – desde os primórdios da MPB.